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Curso de Tarô Cartomântico

Voltei! E com uma grande novidade…

 

Saudações, crianças! Pensaram que eu havia me escafedido para Nova Orleans e abandonado vocês?

De jeito, nenhum! Ainda tenho muita coisa bonita para ver e aprender no Brasil. Justamente por isso, tirei mais um tempinho para continuar o meu mergulho de cabeça nesta terra tão rica, conhecendo suas tradições, saberes e sabores. E sempre, é claro, com os dois olhos muito abertos para as várias cartomancias aqui praticadas, todas elas vindas de fora, mas muito bem temperadas por estas bandas com pimenta e azeite de dendê.

E sabem o que notei no final das contas? Nada muito diferente do que já disse a vocês nas minhas outras crônicas, mas aquilo que era mero “achismo” agora virou certeza: o povo brasileiro não sabe ler o tarô!

“Como assim?”, perguntarão vocês. “Esse feiticeiro yankee de araque só pode estar querendo discriminar os nossos ‘oraculistas’ brasileiros, que sabem muito bem como se tira um tarô!”, dirão, entre dentes, os mais nervosinhos. “Puro preconceito!”, concluirão, dando de ombros, os mais apressados.

Nada disso, crianças! Se o titio aqui tem algum preconceito – na verdade, conceito firmado, pronto e acabado -, ele não diz respeito ao Brasil, nem tampouco aos tempos atuais. Como eu já disse outras vezes, a grande praga para a tradição cartomântica do tarô foram os iniciados, esoteristas, ocultistas, cabalistas, tarósofos (e blá blá blá) da Europa do século XIX. Isso, sem contar a “psicologização” ocorrida no século XX, com a compreensão distorcida da obra de Jung e a tendência generalizada e generalizante de se misturar alhos com bugalhos, dando-se a esse caldo indigesto a profundidade de um pires…

“Xiii, agora o Dr. Facilier vai apontar sua metralhadora giratória contra grandes homens que escreveram livros preciosos, coisa muito mais relevante do que umas meras crônicas esparsas…”, comentarão os fãs de Eliphas Levi, Papus, Crowley, Case e companhia.

Mais uma vez, peço que não me entendam errado: realmente, esses nomes (e tantos outros) trouxeram contribuições preciosas no campo do ocultismo, mas a sua obsessão por apresentar as ciências ocultas sob um viés cientificista (um paradoxo por si só, pois às ciências tradicionais jamais se poderão aplicar os critérios do cientificismo materialista da era contemporânea) levou-os a desprezar a cartomancia como algo menor, coisa de gente ignorante, ou melhor, de mulheres ignorantes (o que, para muitos deles, era mesmo um pleonasmo).

Mas eu não vou cansar ninguém repetindo em detalhes o que eu já disse tantas vezes antes: ao ser apropriado pelos ocultistas como um instrumento iniciático pleno de associações cabalísticas, astrológicas, alquímicas e herméticas, o tarô deixou de ser também uma ferramenta cartomânticas das mais extraordinárias que há. Não que cabala, astrologia, alquimia e hermetismo não sejam campos importantíssimos no cenário das ciências tradicionais, mas ao desprezarem o “deitar as cartas para ver a sorte”, esses eruditos de outrora fizeram como naquele célebre ditado inglês: jogaram a criança fora junto com a água do banho.

Estou certo de que é por isso que vi, no Brasil, cartomantes excelentes usando o baralho comum (normalmente, valendo-se do método de São Cipriano, que já ensinei a vocês) e mesmo o muitíssimo mais moderno Petit Lenormand (mais conhecido, nas terras da Vera Cruz, como Baralho Cigano), mas também testemunhei cartomantes menos precisos fazendo uso do tarô. Culpa deles? Certamente que não! O problema está nos livros que aqui chegaram, que formaram os primeiros professores e influenciaram suas aulas e cursos: um jeito de jogar tarô permeado pelas ciências tradicionais que eu mencionei acima, mas tratadas de maneira extremamente superficial, generalista e enfeixadas por uma boa dose de psicologia junguiana de botequim. O resultado disso são leituras genéricas, abstratas, cercadas por brumas misteriosas que, se dissipadas, pouco ou nenhum conteúdo mostrariam.

 

Onde estão aqueles que usam o tarô para dar conselhos concretos, para descobrir as respostas para problemas reais, sem fugir para lugares comum como a necessidade do consulente se autoconhecer e, quem sabe, tomar Florais de Bach? Vocês sabiam que, pelo tarô, é possível responder a qualquer coisa com “nome e endereço”? Já ouviram dizer que é possível até mesmo encontrar objetos perdidos? Pois é… Parece-me que perdida mesmo está é essa arte…

Mas vou parar de tecer as mesmas críticas de sempre. Chega! O que eu tinha a dizer, já disse. E ponto final.

“Mas e a surpresa prometida?”, indagarão minhas leitoras atentas (para mim, este sim um pleonasmo…)

Pois então. Se já é tempo de parar de criticar, é hora de fazer algo para mudar esse estado de coisas. Melhor fazer algo do que ficar me repetindo tal qual um papagaio.

 

A surpresa, pois, é que o titio vai dar um Curso de Tarô para vocês! Sim, fui gentilmente convidado por minhas amigas do Espelho de Circe e resolvi aceitar o desafio.

 

Curso de Tarô Cartomântico
Duração: 2 meses (8 aulas)
Dia da semana: Toda quarta-feira
Horário: 20:00 até 22:00

Por Dr. Facilier

Curso básico de Tarô, para quem deseja aprender uma leitura direta e sem enrolação.

  • Compra por cartão de crédito: https://www.sympla.com.br/curso-de-taro-cartomantico__1219389
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    Realização: Espelho de Circe
    Apoio: Projeto Mayhem

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